Manual do Usuário
Guia completo do Iansã — Análises Ambientais: como usar cada porta, os 43 módulos de análise e a metodologia científica por trás de cada produto gerado, com as fórmulas e normas de referência — para fundamentar laudos, perícias e relatórios. Iansã é a Orixá dos ventos, das tempestades e do fogo; este software é uma homenagem a ela.
Visão geral
O Iansã reúne, sobre a sua área de estudo, 43 módulos de análise a partir de dados oficiais e do que você informa — organizados em 4 grupos que seguem o fluxo do licenciamento: Caracterização Ambiental (o que se espera, de fontes oficiais: Localização e Enquadramento, Áreas Legalmente Protegidas, Clima, Geologia, Hidrogeologia, Geomorfologia, Topografia e Relevo, Perfil Topográfico, Pedologia, Hidrografia, Hidrologia — Outorgas e vazões, Uso e Ocupação do Solo, Vegetação (Flora), Fauna / Biodiversidade, Caracterização Socioeconômica, Patrimônio Arqueológico), Estudos Ambientais (o que se mede/avalia: Hidrologia — Autodepuração, Conformidade com o TR, AIA — Avaliação de Impactos Ambientais, Análise de Alternativas, Compensação Ambiental (SNUC), Dispersão Atmosférica (EDA), Inventário de Emissões, Fitossociologia (Flora), Fragilidade Ambiental (Ross), Prognóstico ambiental, Resíduos Sólidos, Análise de Risco (EAR), Ruído Ambiental, USLE / EUPS (Perda de solo)), Projetos de Engenharia (dimensionamento e projeto: Água de chuva, Barraginhas, Biodigestor, Compostagem, Drenagem Pluvial, Efluentes, Orçamento (SINAPI), PRAD — Recuperação de Áreas Degradadas, Reservatórios de água, Energia solar, Terraceamento (Conservação de Solo), Movimentação de terra) e Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (o que é MAPA: vetor, raster e mapa-imagem: Geoprocessamento). Os cálculos rodam no seu computador; apenas a busca de dados públicos passa pela internet.
Uma área de estudo é montada com vetores — Área (polígono, com classe Imóvel/Empreendimento, ADA, AID ou AII), Linha e Ponto — guardados na sua biblioteca de áreas, visível assim que você abre o Iansã. As estações meteorológicas do INMET, ao redor da área escolhida, entram automaticamente por interpolação (IDW) no tema Clima — não é preciso cadastrar nada antes.A interface se organiza numa barra horizontal, sem números: Início (a busca, suas áreas e as análises recentes) e 4 portas que levam o trabalho até o produto — Caracterização Ambiental (obter dados oficiais sobre uma localidade), Estudos Ambientais (elaborar um estudo a partir das suas medições), Projetos de Engenharia (dimensionar com os parâmetros do seu projeto) e Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (mapear a área e levar as camadas para o QGIS) — mais ⚙ Ajustes — pasta de saída, responsável técnico, licença, aparência do aplicativo e dos produtos, e privacidade —, acessível a qualquer momento pela mesma barra.
O Iansã é um software de processamento de dados: ele automatiza cálculos e organiza a apresentação dos indicadores a partir dos dados que você importa ou busca nas fontes públicas. Todo produto é uma triagem técnica — não substitui levantamento de campo, laudo de especialista nem a manifestação do órgão licenciador quando exigida. "Sem dado" é sempre um resultado válido: o Iansã nunca preenche uma lacuna em silêncio. A responsabilidade técnica pelas informações inseridas no sistema e pelos resultados obtidos — inclusive seu uso em laudos, projetos e demais decisões técnicas — é do profissional responsável pela análise.
Novidades
O que mudou nesta versão — do jeito que funciona hoje no aplicativo:
Todo documento em DOCX editável, junto com o PDF
Cada laudo, minuta, plano e caderno técnico sai em par: o PDF para arquivar e o DOCX (Word) ao lado, com o mesmo texto e as mesmas tabelas — e, nos cadernos, as figuras embutidas. É nele que você ajusta a redação, acrescenta o que só o responsável técnico sabe do empreendimento e protocola no órgão, sem reescrever o documento em outro programa. Abre no Word, no LibreOffice e no Google Docs.
Tudo incluso — o fim da venda por módulo
Todo plano dá acesso a todas as ferramentas; os planos diferem apenas pelo prazo e pelo número de computadores. Quem já tinha licença não perde nada — passa a ver tudo.
Três portas, sem etapas numeradas
A navegação vira uma barra horizontal, sem números: Início (busca global, suas áreas visíveis sem nenhum clique e as análises recentes) e três portas que levam o trabalho até o produto — Caracterização Ambiental (Obter dados de uma localidade), Estudos Ambientais (Elaborar um estudo) e Projetos de Engenharia (Dimensionar um projeto) — mais ⚙ Ajustes, acessível a qualquer momento pela mesma barra. O responsável técnico deixou de ser um campo por projeto: é um cadastro único em Ajustes, preenchido uma vez e reaproveitado em tudo o que você gerar depois; caderno sem RT sai com um aviso claro no rosto.
Cada ferramenta com seu alvo
Um vetor da sua biblioteca só aparece como campo quando a análise pede um alvo — a zona "Onde" da própria página. Não há mais lote nem fila: cada ferramenta gera o próprio resultado ao clicar em Obter, Elaborar ou Dimensionar, e o nome de cada arquivo carrega o alvo, para dois alvos nunca colidirem na mesma pasta.
Cinco ferramentas no lugar do antigo Contexto Territorial
Localização e Enquadramento, Áreas Legalmente Protegidas, Hidrografia, Vegetação (Flora) e Uso e Ocupação do Solo — cada uma com método, minuta e página de manual próprios. As páginas aceitam coordenadas coladas em graus/minutos/segundos (DMS) além de decimal.
Pasta por trabalho, e por análise dentro dela
As saídas ficam organizadas por empreendimento: uma pasta com o nome do trabalho e, dentro dela, uma pasta por análise, datada e com a hora no nome — "Iansa <AAAA-MM-DD> <HHhMM>". Entregar o dossiê passou a ser entregar UMA pasta, em vez de caçar as análises entre irmãs com nome de relógio. A pasta da análise espelha o app: subpastas por Grupo, Módulo e Alvo, uma pasta SIG única (GeoPackage, Shapefile e GeoTIFF), os cadernos na raiz e um LEIAME.txt que lista exatamente o que foi gerado. Nada é sobrescrito: duas execuções no mesmo minuto nunca se misturam (sufixo (2), (3)…), e refazer uma análise deixa a anterior íntegra — o PDF que talvez já tenha sido entregue assinado continua lá.
Cadernos por grupo — relatório pronto para entrega
Cada análise gera UM caderno técnico por grupo tocado — Caracterização Ambiental, Estudos Ambientais e Projetos de Engenharia, cada um em .pdf e .docx — no formato de relatório completo: página de rosto com a identificação do responsável técnico (cadastrado em Ajustes) e do empreendimento (na ficha da área), ficha técnica, sumário com número de página, introdução, um capítulo por módulo com metodologia e fórmulas (e uma seção por alvo), síntese dos resultados (somente os números — a interpretação é do RT), Anexo com as memórias de cálculo e as referências normativas consolidadas.
Conformidade com o TR
Porta de entrada da seção Estudos: você insere o Termo de Referência do processo (processamento 100 % local) e o Iansã sugere, por item, quais módulos respondem — crosswalk determinístico por léxico curado, sem IA, com a justificativa sempre visível — gerando a Matriz de Conformidade que acompanha a entrega.
Fontes com proveniência — e a escala citada
A geologia do SGB/CPRM tenta as escalas mais finas primeiro (1:250.000 antes de 1:1.000.000) e cada item cita a escala e o ano de quem respondeu. Focos de calor do INPE/Programa Queimadas ao lado do índice FMA+; desmatamento PRODES/DETER no entorno; restrições do CAR, RL e APP pelo PIN-MS (cobertura: MS) e hidrografia municipal pelo SIMGEO (cobertura: Campo Grande/MS); "Recursos hídricos próximos" pelo BC250/IBGE (nacional), com dupla proveniência e um item "Divergência entre fontes" quando a camada estadual discorda da nacional. Cada item cita fonte, data e abrangência — ver a página Cobertura por fonte. Valores fisicamente impossíveis nas séries meteorológicas são descartados com nota.
Curva IDF sem default geográfico
Onde um dimensionamento usa curva IDF (Água de chuva, Drenagem), a curva é sempre escolha explícita: um catálogo rotulado com a origem (município/UF/fonte), a derivação da sua própria estação, ou digitação manual. O Iansã nunca assume um município por você.
Projetos antigos trazem as áreas de volta
Um arquivo de projeto salvo em versões anteriores abre pelo botão "Abrir projeto", em Suas áreas: as áreas dele entram na sua biblioteca, com o empreendimento e o fuso que estavam gravados. O que esta versão ainda não tem onde pousar — estações meteorológicas, período do clima, exigências do Termo de Referência — fica escrito na tela, em vez de sumir; o arquivo original nunca é alterado.
O capítulo sai em texto de apresentação, não em ficha
Cada capítulo do laudo e do caderno é escrito como redação corrida — a frase explica o número, diz o que ele significa para o empreendimento e cita a fonte no lugar certo —, para o responsável técnico colar no estudo dele sem reescrever. As fichas de dados e as tabelas de apoio continuam no documento, reunidas num anexo técnico no fim, onde servem de lastro sem interromper a leitura.
Três figuras novas: croqui, mapa hipsométrico e perfil do traçado
A Localização e Enquadramento passa a desenhar o croqui de localização — a área em destaque sobre o sistema viário do entorno, com as rodovias nomeadas, escala, orientação e a moldura do recorte consultado. A Topografia e Relevo desenha o mapa hipsométrico, com as faixas altimétricas, a grade de coordenadas e a legenda em metros. E o novo Perfil Topográfico desenha a seção do relevo ao longo de um traçado. Todas em PNG ao lado do laudo, e embutidas no caderno do grupo.
A Linha vira alvo, e a Área ganha classe (ADA · AID · AII)
O Perfil Topográfico é a primeira ferramenta cujo alvo é uma LINHA: aponte o traçado do duto, da estrada ou da linha de transmissão e ele percorre o relevo ao longo dela, sem precisar virar faixa antes. E toda Área importada declara a sua classe no diálogo de importação — Imóvel/Empreendimento, Área Diretamente Afetada (ADA), Área de Influência Direta (AID) ou Área de Influência Indireta (AII) —, e a classe viaja para o laudo: o documento diz ADA quando a área é uma ADA, em vez de chamar tudo de área de estudo.
Paleta acessível (CVD-safe)
Os gráficos e produtos usam a paleta de Okabe & Ito (2008), distinguível por quem tem daltonismo (deuteranopia/protanopia) — o laranja "fogo" da identidade, o vermelhão de alerta e o azul de referência, sem depender só de matiz.
Hidrogeologia: a água subterrânea ganha capítulo
O sistema aquífero sob a área deixou de ser um item dentro do capítulo da Geologia e virou ferramenta própria, com botão, capítulo no caderno e página de manual — o litotipo principal e a classe da rocha como o levantamento os publica, sem inferir o tipo de porosidade a partir da classe da rocha. A fonte é o levantamento de Unidades Hidrogeológicas do IMASUL/PIN-MS (SISLA-GRH), que cobre Mato Grosso do Sul: fora do estado o capítulo diz que não consultou fonte hidrogeológica nenhuma, o que nunca significa que não exista aquífero sob a área.
O caderno sai sempre na mesma ordem
Os capítulos seguem uma ordem fixa, independente de quais análises você marcou primeiro: enquadramento, meio físico (substrato → relevo → solo), meio biótico e meio antrópico. O mesmo conjunto de análises produz sempre o mesmo documento.
O sistema de coordenadas é perguntado, nunca adivinhado
Documento que não diz em que sistema foi salvo — um Shapefile sem .prj, ou uma lista de vértices em UTM sem o fuso ou sem o datum — faz o Iansã perguntar, com os fusos 18S–25S nos três datums em uso no Brasil (SIRGAS 2000, SAD69 e WGS 84) já na lista de sugestões. Nada é adotado em silêncio, e a sua resposta vence o que o arquivo declarava.
A abrangência de cada fonte de dados (nacional, estadual ou municipal) está detalhada na página Cobertura por fonte.
Como o Iansã se organiza
Não há lote, fila nem etapas numeradas: cada ferramenta gera o próprio resultado, na hora em que você pede. O caminho até qualquer produto tem no máximo dois cliques a partir do Início:
- Início — a tela que abre com o app: suas áreas já cadastradas, visíveis sem nenhum clique (importe um polígono/linha/ponto — KML, KMZ, GeoJSON ou Shapefile — ou digite um ponto por coordenadas); a busca (Ctrl+F) que encontra qualquer uma das 43 ferramentas pelo nome; e as suas análises recentes, com "Rodar de novo" e "Juntar num caderno".
- Uma das três portas — clique na barra: Caracterização Ambiental, Estudos Ambientais ou Projetos de Engenharia. Cada porta abre a grade do que ela oferece; o botão "Caracterizar esta área", na ficha de qualquer vetor, já leva para lá com a área escolhida.
- A página da ferramenta — abra um cartão da grade e preencha os campos daquela natureza (o alvo, quando a análise precisa de um vetor; os parâmetros do tema, do estudo ou do projeto). No Clima, as estações do INMET ao redor da área entram automaticamente por interpolação (IDW) — não há cadastro nem seleção manual de estações; todo número sai com a proveniência (medido, reanálise ou estimado) ao lado. Ao clicar em Obter, Elaborar ou Dimensionar — o verbo muda com a natureza da página —, o resultado aparece ali mesmo, com os arquivos prontos numa pasta que espelha porta, ferramenta e alvo (com um LEIAME.txt descrevendo cada item), e a pasta abre sozinha.
A qualquer momento, pela mesma barra: ⚙ Ajustes (pasta de saída, responsável técnico, licença, atualizações, tema do aplicativo, acessibilidade e privacidade) — nunca interrompe o que você está fazendo.
Suas áreas
Até a versão 2.1, isto era uma etapa numerada ("1 · Escopo do Projeto") na barra lateral. Hoje é a seção "Suas áreas" do Início — visível assim que você abre o Iansã, sem nenhum clique.
A biblioteca de áreas guarda os Vetores que você importou ou digitou — áreas, linhas e pontos —, fora de qualquer estudo: a mesma fazenda serve a um laudo hoje e a outro no ano que vem. Clique numa linha da lista (ou na miniatura do contorno) para abrir a ficha daquele vetor, com o botão "Caracterizar esta área", que leva direto à porta Caracterização Ambiental com esta área já escolhida como localidade.
As estações meteorológicas não moram aqui: o cadastro vive no tema Clima, dentro da porta Caracterização Ambiental, junto da escolha de quais estações e quais pontos entram na análise — veja Estações e dados climáticos. E não existe uma tela separada de "Pontos de Interesse" — cadastrar um ponto avulso é, simplesmente, adicionar um vetor do tipo Ponto à biblioteca; ele entra nas mesmas análises, com o mesmo EPSG e a mesma ficha que qualquer outro ponto.
"Abrir projeto" lê um arquivo salvo em versões anteriores do Iansã e traz as áreas dele para a biblioteca, com o empreendimento e o fuso que estavam gravados. O que essa leitura não traz aparece escrito na tela, com o motivo: esta versão ainda não tem onde pousar as estações meteorológicas, o período do clima e as exigências do Termo de Referência que um projeto antigo carregava — essas continuam só no arquivo original, que nunca é alterado.
O responsável técnico que assina os documentos não é mais configurado por projeto: é um cadastro único em ⚙ Ajustes, preenchido uma vez e reaproveitado em tudo o que você gerar depois.
Vetores (Área · Linha · Ponto)
Importe um arquivo KML, KMZ, GeoJSON ou Shapefile (do Google Earth, do CAR ou
do QGIS) — ou um arquivo de texto com a lista de vértices do memorial
descritivo, em graus ou em UTM. Todo documento que não diz em que sistema foi salvo (um
Shapefile sem .prj, ou uma lista de vértices em UTM sem o fuso
ou sem o datum) faz o Iansã perguntar o sistema de origem, nunca assumir em
silêncio. O
tipo de geometria decide a classificação. Você escolhe o arquivo primeiro; o
Iansã lê as feições e só então pergunta, num único diálogo, a classe e o
EPSG de saída. Um arquivo com várias feições vira vários vetores,
um por feição — nada é descartado em silêncio:
- Área (polígono) — no diálogo de importação você escolhe a classe do polígono: Imóvel/Empreendimento, Área Diretamente Afetada (ADA), Área de Influência Direta (AID) ou Área de Influência Indireta (AII). Não é exigida contenção entre classes — a delimitação de ADA/AID/AII é decisão técnica do responsável, conforme a atividade. Cada Área carrega, internamente, o seu ponto representativo (calculado uma vez no cadastro; em polígono côncavo ele fica deslocado do centroide de área para dentro do polígono).
- Linha — o traçado de um duto, estrada, linha de transmissão ou canal. É o alvo DIRETO do Perfil Topográfico, que desenha a seção do relevo ao longo dela; para as demais análises, que pedem área ou ponto, a Linha gera uma faixa/buffer.
- Ponto — um único local: digite as coordenadas (graus decimais ou grau-minuto-segundo com hemisfério) ou importe um arquivo com um ou vários pontos.
Roteamento entre vetor e análise: as análises pontuais (Clima e afins) consomem os vetores Ponto e o ponto representativo interno de cada Área cadastrada; as análises de área (Localização e Enquadramento, Áreas Legalmente Protegidas, Hidrografia, Vegetação, Uso do Solo, Pedologia por polígono, Geoprocessamento, Topografia e Relevo) consomem a Área inteira — estações e pontos não entram nelas. E há a análise de linha: o Perfil Topográfico consome o traçado inteiro, vértice a vértice, sem transformá-lo em nada antes. Para as pontuais e as de área, sim, uma Linha só participa depois de virar uma faixa (buffer).
EPSG por vetor: o sistema de referência de saída é escolhido no diálogo que abre logo depois da importação (não numa tela separada, e não antes de o arquivo existir) — todo produto geoespacial daquele vetor (GeoPackage, GeoTIFF, o mapa da rosa dos ventos no ponto representativo) sai nesse EPSG. Um EPSG sugerido aparece pré-selecionado a partir da própria coordenada do vetor (SIRGAS 2000/UTM) — é só sugestão, você pode trocar; um projeto salvo com EPSG gravado à mão continua sendo respeitado como está. Os presets cobrem WGS84 (4326), SIRGAS 2000 (4674) e as zonas UTM 18S–25S do território brasileiro nos três datums em uso no Brasil — SIRGAS 2000 (31978–31985), SAD69 (29188–29195) e WGS 84 (32718–32725); qualquer outro código EPSG também é aceito.
A altitude de cada Ponto é buscada automaticamente, sob demanda, a partir de um modelo digital de elevação (SRTM) assim que o vetor é criado — não existe mais um botão dedicado para isso. A altitude melhora a correção de temperatura por altitude e a estimativa de ETo. O mapa interativo e o mini-mapa embutido na própria tela mostram vetores e estações juntos, para conferir de relance as distâncias entre eles.
Ficha do vetor selecionado
A lista de Vetores é só leitura — clique numa linha (ou na miniatura do contorno) para abrir a ficha daquele vetor logo abaixo; clicar de novo fecha. Qualquer que seja o tipo (Área, Linha ou Ponto), a ficha traz o botão "Caracterizar esta área", que leva à porta Caracterização Ambiental com este vetor já escolhido como localidade.
As análises por ponto/área começam na porta Caracterização Ambiental: o Clima estima a série a partir das estações do INMET em volta, por interpolação (IDW), sem cadastro manual — veja Estações e dados climáticos; o contexto do entorno (município/UF/bioma, áreas protegidas, hidrografia, vegetação, uso do solo) e a Pedologia são temas dedicados da mesma porta — veja abaixo.
Contexto do local (GIS)
O que antes era uma única ficha "Contexto" por Ponto virou temas dedicados da porta Caracterização Ambiental — cada um consulta fontes públicas oficiais, sempre com fonte e data em cada item, e nunca omite em silêncio quando uma consulta não se completa:
- Localização e Enquadramento — município e UF (malhas territoriais do IBGE) e bioma (mapa oficial de Biomas do Brasil, IBGE).
- Áreas Legalmente Protegidas — Terras Indígenas, Unidades de Conservação e imóveis CAR, incluindo camadas estaduais do PIN-MS/IMASUL em Mato Grosso do Sul.
- Hidrografia — distância ao curso d'água mais próximo e relevo do entorno.
- Vegetação (Flora) e Uso e Ocupação do Solo — cobertura vegetal e uso do solo nas bases nacionais.
O desmatamento (PRODES/DETER, INPE/TerraBrasilis) passou a fazer parte da ferramenta Geoprocessamento, hoje no grupo Estudos Ambientais, não mais da Caracterização.
São dados secundários: retratam o que as bases publicavam no momento da consulta (a data citada em cada item) e não substituem levantamento em campo nem certidão do órgão. Consulta que não se completa vira um aviso na ficha — o Iansã nunca omite em silêncio. Atribuição: IBGE, INPE (TerraBrasilis) e Governo de MS (PIN-MS/IMASUL), todos serviços públicos de acesso aberto.
As três portas: Obter · Elaborar · Dimensionar
Cada porta tem a forma do trabalho que ela representa — não é um catálogo único de cartões iguais:
- Caracterização Ambiental — verbo Obter. A unidade é a localidade: escolha uma área da sua biblioteca e a grade mostra o estado de cada tema — pendente, parcial (já tem algum dado obtido para essa localidade) ou gerado. Dados de bases oficiais que o Iansã consulta por você.
- Estudos Ambientais — verbo Elaborar. A unidade é o estudo: abra um da grade, informe as medições e os limites legais que ele pede, e o resultado é um laudo avulso daquele estudo. "Conformidade com o TR" mora aqui, como o estudo que aponta o que falta no processo.
- Projetos de Engenharia — verbo Dimensionar. A unidade é o projeto: informe os parâmetros de engenharia e receba a memória de cálculo (e, na Água de chuva e na Energia solar, também o esquema do sistema em PNG).
Um vetor da sua biblioteca só aparece como campo quando a análise precisa de um alvo — a localidade nunca é a âncora das portas Estudos e Engenharia. Ao gerar um tema, a Caracterização grava o que descobriu no dossiê da localidade: abra depois um estudo ou projeto sobre a mesma área e os campos que ele reconhece chegam preenchidos (com a fonte declarada), sempre editáveis por cima; se faltar o dado, o campo oferece um jeito de obtê-lo ali mesmo.
Os 43 módulos se distribuem pelas três portas, seguindo o fluxo do licenciamento: Caracterização (diagnóstico, fontes oficiais) → Estudos (avaliação) → Engenharia (dimensionamento/projeto).
Todos os planos pagos entregam os 43 módulos — nenhum módulo fica esmaecido ou bloqueado por plano, e não há nada para "adicionar" depois. O que muda de um plano para outro é o prazo de acesso e quantos computadores a licença cobre. O Teste Gratuito abre os mesmos 43 módulos: o que muda ali é o prazo e a marca d'água de avaliação nos produtos gerados.
Toda ferramenta gera pelo menos um PDF (laudo). A maioria soma um XLSX (a tabela de resultados, pré-marcada — o CSV da mesma tabela segue disponível, desmarcado, para quem for processar os dados em outro programa) e/ou uma memória de cálculo (PDF com a entrada, a fórmula com a referência normativa e a substituição numérica passo a passo — abre o método sem abrir o código-fonte); e 6 ferramentas desenham uma figura própria em PNG — croqui de localização (Localização e Enquadramento), mapa hipsométrico (Topografia e Relevo), perfil do traçado (Perfil Topográfico), curva de OD (Hidrologia — Autodepuração), esquema do sistema (Água de chuva) e esquema do sistema (Energia solar). Onde o módulo se baseia numa norma paga (ex.: uma NBR), o Iansã cita o número e a edição, mas não reproduz a tabela de coeficientes — o valor é sua entrada, com a fonte que você usou. Onde um módulo não cita norma numerada, é porque o método é público (fórmula de engenharia consagrada) ou o conteúdo é inteiramente definido pelo responsável técnico (framework de consolidação).
Estações e dados climáticos (tema Clima)
🔄 O Clima é área-primeiro: você não cadastra nem escolhe estação nenhuma. O Iansã interpola (IDW) as estações do catálogo do INMET ao redor da sua área/ponto e produz a série estimada automaticamente — o mesmo cálculo que a estação mais próxima faria, com a estimativa declarada (base, distância e cobertura de cada estação que apoiou) em toda saída.
Quando não há estação do INMET aproveitável perto o bastante, o Iansã cai para a NASA Power (reanálise/satélite em grade de ~0,5°) — a cascata (INMET próximo → INMET distante por IDW → NASA Power) é a mesma para qualquer ponto do planeta, e a fonte que de fato respondeu viaja na proveniência de cada produto (medido, reanálise ou interpolado).
Toda fonte é normalizada para o mesmo formato interno (data/hora, direção e velocidade do vento, chuva, temperatura, umidade, radiação e rajada), então todos os produtos funcionam com qualquer fonte da cascata.
Não existe uma tela de cadastro de estações, e isso é desenho, não pendência: as estações que entram na sua análise são escolhidas pelo próprio Iansã, a partir da área, e a proveniência de cada uma sai declarada no produto. Quando você tem uma série de instrumento próprio, ela entra pelo arquivo, na ferramenta que a usa — a Água de chuva aceita o CSV da sua estação no campo "Estação própria (CSV)" e deriva a curva IDF dele, em vez de assumir um município por você.
Caracterização Ambiental
16 módulos — Obter: o que se espera, de fontes oficiaisLocalização e Enquadramento localizacao
Coordenadas, município, Unidade da Federação e bioma (IBGE) do seu Ponto ou da sua Área (polígono importado) — a minuta de localização e enquadramento, pronta para o responsável técnico completar e assinar.
Áreas Legalmente Protegidas areas_protegidas
Terras Indígenas (FUNAI), Unidades de Conservação (CNUC/MMA) e territórios quilombolas (IBGE/INCRA) do seu Ponto ou da sua Área (polígono importado), com a verificação da faixa de 3 km da Resolução CONAMA nº 428/2010 quando há UC próxima sem zona de amortecimento estabelecida — pronto para o responsável técnico completar e assinar.
Clima clima
Séries, indicadores climáticos, rosas dos ventos e exportações a partir da localidade que você escolher — a análise é área-primeiro, com as estações do INMET ao redor entrando automaticamente por interpolação (IDW), e indicador de confiança em cada estimativa. Cobre chuva, temperatura, água/ETo, irrigação, sol, vento, incêndio, conforto térmico, classificação climática, balanço hídrico e zoneamento agroclimático, além de frequência/extremos/IDF.
Geologia geologia
O substrato rochoso da área de estudo, sobre qualquer vetor escolhido na zona "Onde": por Área, a proporção de cada unidade litoestratigráfica mapeada dentro do polígono mais a ficha no ponto representativo interno; por Linha, a faixa (buffer com a largura que você informar) recebe o tratamento de área; por Ponto, a ficha pontual — unidade litoestratigráfica do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM, via GeoSGB), com sigla, hierarquia, litotipos e idade, e, em Mato Grosso do Sul, a geologia estadual do IMASUL/PIN-MS.
Hidrogeologia hidrogeologia
A água subterrânea da área de estudo, sobre qualquer vetor escolhido na zona "Onde": o sistema aquífero mapeado sob o local, com o litotipo principal e a classe da rocha que o levantamento atribui à unidade. Por Área, a unidade é lida no ponto representativo interno do polígono (o levantamento é consultado por ponto, não proporcionado dentro da área); por Linha, a faixa (buffer com a largura que você informar) recebe o mesmo tratamento; por Ponto, é a ficha daquele local. A fonte é o levantamento de Unidades Hidrogeológicas do IMASUL/PIN-MS (SISLA-GRH).
Geomorfologia geomorfologia
As formas de relevo da área de estudo, sobre qualquer vetor escolhido na zona "Onde": por Área, a proporção de cada unidade geomorfológica mapeada dentro do polígono mais a ficha no ponto representativo interno; por Linha, a faixa (buffer com a largura que você informar) recebe o tratamento de área; por Ponto, a ficha pontual — unidade geomorfológica do IBGE/BDiA, com o modelado, o compartimento de relevo, o domínio morfoestrutural e a região a que pertence.
Topografia e Relevo topografia
Hipsometria, declividade e aspecto de vertentes (8 setores) sobre uma Área (polígono) da Área de estudo, a partir de um modelo digital de elevação SRTM público (~30 m), buscado em grade sobre a área.
Perfil Topográfico perfil_topografico
Seção longitudinal do relevo ao longo de um TRAÇADO (uma linha da Área de estudo — rodovia, adutora, duto, linha de transmissão, cerca): cotas das duas extremidades, mínima, máxima, amplitude percorrida, desnível entre as pontas, rampa média, rampa mais acentuada e o quilômetro em que ela começa, mais a subida e a descida acumuladas.
Pedologia solo
Os solos da área de estudo, sobre qualquer vetor escolhido na zona "Onde": por Área, a proporção de cada classe de solo mapeada dentro do polígono (SiBCS — Sistema Brasileiro de Classificação de Solos) mais a ficha no ponto representativo interno; por Linha, a faixa (buffer com a largura que você informar) recebe o tratamento de área; por Ponto, a ficha pontual — classe SiBCS (Embrapa, via IBGE/BDiA), textura, associação de solos, aptidão agrícola (quando você carrega a camada) e a declividade que compõe a fase de relevo (SRTM, método de Horn, 1981).
Hidrografia hidrografia
Distância ao curso d'água mais próximo — PIN-MS/IMASUL (Portal de Informações e Geoposicionamento de MS; camada estadual, em Mato Grosso do Sul) e, na área, também BC250/IBGE (Base Cartográfica Contínua do Brasil, escala 1:250.000) — e a altitude (DEM) do seu Ponto ou da sua Área (polígono importado), pronta para o responsável técnico completar e assinar.
Hidrologia — Outorgas e vazões hidrologia_outorga
Subsídio ao pedido de outorga: quanto o corpo hídrico comporta, quem outorga e quais outorgas já existem no entorno da captação — Q95 como vazão de referência, vazões outorgáveis com as frações do Manual de Outorga do IMASUL (MS, 2022), dominialidade (União ou estado) e a Base Hidrográfica Ottocodificada da ANA.
Uso e Ocupação do Solo uso_solo
A classe de uso e cobertura do solo do IBGE (série revisada, grade ~1 km) do seu Ponto (com a composição do entorno) ou a proporção de cada classe na sua Área (polígono importado) — pronta para o responsável técnico completar e assinar.
Vegetação (Flora) vegetacao
Fitofisionomia (classe de vegetação natural, IBGE/BDiA — Banco de Dados de Informações Ambientais) do seu Ponto ou da sua Área (polígono importado) — no Ponto, a classe mapeada; na Área, a proporção de cada classe por amostragem em grade — pronta para o responsável técnico completar e assinar.
Fauna / Biodiversidade fauna
Riqueza, abundância e índices de diversidade (Shannon, Simpson, Pielou, Margalef) por campanha e no total, e curva de acumulação de espécies, a partir de um CSV de campo. Complementa a Fitossociologia (meio biótico).
Caracterização Socioeconômica socioeconomia
Diagnóstico do meio socioeconômico por município ou área de influência: demografia, economia (PIB e PIB per capita), educação (alfabetização) e rede de saúde, a partir do IBGE (SIDRA) e do DATASUS.
Patrimônio Arqueológico patrimonio
Triagem do Nível de interferência arqueológica (I a IV) por tipologia do empreendimento, conforme a Instrução Normativa IPHAN nº 6/2025 — um subconjunto validado e representativo do Anexo II (aterro/lixão, linha de transmissão, ferrovia, mineração, usinas, dutos, rodovias, portos, loteamentos, barragens, aeroportos).
Estudos Ambientais
14 módulos — Elaborar: o que se mede/avaliaHidrologia — Autodepuração hidrologia
Autodepuração de oxigênio dissolvido em rio pelo modelo de Streeter-Phelps, com enquadramento nas classes da CONAMA 357/430: OD mínimo a jusante do ponto de mistura, tempo e distância críticos e a curva de OD ao longo do trecho.
Conformidade com o TR conformidade
Porta de entrada da seção Estudos: insira o Termo de Referência do seu processo (PDF com camada de texto, DOCX, TXT ou colagem — processamento 100 % local), o Iansã divide em itens editáveis pela numeração e sugere, por item, quais módulos do app respondem (crosswalk determinístico por léxico curado, sem IA, com a justificativa sempre visível). Você mantém o CRUD completo e define o status de cada item.
AIA — Avaliação de Impactos Ambientais aia
Matriz de impactos, índice de viabilidade e medidas — base do estudo elementar (PTA/RAS/EAP/EIA-RIMA). É o responsável técnico quem define quais são os impactos, onde incidem (ADA/AID/AII) e todos os atributos; o Iansã nunca arbitra isso — só valida faixas/coerência e calcula.
Análise de Alternativas alternativas
Comparação de alternativas locacionais/tecnológicas por multicritério (soma ponderada). Pesos e notas são do responsável — método aritmético, não normativo. Apoio à seção de alternativas do EIA.
Compensação Ambiental (SNUC) compensacao
Cálculo da Compensação Ambiental do SNUC: CA = VR × GI, com Grau de Impacto GI = ISB + CAP + IUC, e o teto de 0,5 % dos custos de implantação.
Dispersão Atmosférica (EDA) eda
Auditoria e pré-processamento da série meteorológica para a modelagem de dispersão atmosférica (AERMOD ou equivalente): cobertura temporal, calmaria e rosa dos ventos, com o mínimo de anos da série verificado contra uma referência normativa rotulada — e os poluentes de comparação da Resolução CONAMA nº 491/2018 (padrão nacional).
Inventário de Emissões emissoes
Inventário de emissões atmosféricas por fonte fixa: emissão = fator de emissão × taxa de atividade (g/s e t/ano); gases de efeito estufa em tCO2e; comparação opcional com limite normativo. Tags opcionais por escopo do GHG Protocol e por categoria do inventário nacional de GEE (IPCC), inclusive a metodologia do inventário de GEE de Mato Grosso do Sul.
Fitossociologia (Flora) fitossociologia
Densidade, frequência, dominância, IVC/IVI por espécie e índices de diversidade da comunidade, a partir de um CSV de campo e dos parâmetros de amostragem.
Fragilidade Ambiental (Ross) fragilidade
Síntese multicritério das classes de 1 (muito baixa) a 5 (muito alta) que o responsável atribui a relevo/declividade, solo/erodibilidade, uso/cobertura e clima/erosividade, pela metodologia de Ross (1994).
Prognóstico ambiental prognostico
Por aspecto ambiental, o responsável registra a tendência prevista (melhora/piora/estável) e o texto do prognóstico; o Iansã organiza isso em produto — não há coeficiente calculado.
Resíduos Sólidos residuos
Base para PGRS/PMGIRS: projeção populacional, geração per capita, composição gravimétrica, classificação NBR 10004-1:2024 e 10004-2:2024, logística reversa, vida útil do aterro e o esqueleto do plano.
Análise de Risco (EAR) risco
Índice de Risco por substância perigosa (IR = FP/FD), conforme o Termo de Referência de EAR do IMASUL — triagem que indica quando o Estudo de Análise de Risco completo é exigido.
Ruído Ambiental ruido
Compara o LAeq medido em campo com o limite (RLAeq) por categoria de área e período (diurno/noturno), com excedência e veredito Atende/Não atende, conforme a NBR 10151:2019.
USLE / EUPS (Perda de solo) usle
Estimativa da perda de solo por erosão laminar: A = R·K·LS·C·P (Wischmeier & Smith, 1978). O único fator calculado internamente é o LS (topográfico).
Projetos de Engenharia
12 módulos — Dimensionar: dimensionamento e projetoÁgua de chuva agua_chuva
Dimensionamento de captação e reúso de água de chuva: consumo mensal não potável, precipitação aproveitável (com first flush), reservação por Rippl, reserva elevada e o recalque (bomba).
Barraginhas barraginhas
Volume de escoamento por evento, volume unitário da barraginha e número de barraginhas, mais o tempo de infiltração — técnica difundida pela Embrapa Milho e Sorgo (Programa "Uma Gota de Água").
Biodigestor biodigestor
Balanço volumétrico do reator, produção de biogás/metano e potência disponível, por fórmulas públicas de engenharia de digestão anaeróbia.
Compostagem compostagem
Dimensionamento de leira ou composteira pela geração de resíduos orgânicos e pela relação C/N da mistura.
Drenagem Pluvial drenagem
Vazão de projeto pelo Método Racional, com a intensidade pluviométrica da curva IDF e o tempo de concentração por Kirpich; dimensionamento opcional do conduto por Manning.
Efluentes efluentes
Tanque séptico + filtro anaeróbio, com pós-tratamento por infiltração (sumidouro/vala) ou evapotranspiração, e destino final no solo (integra com o módulo Solo) ou em corpo hídrico (integra com o módulo Hidrologia).
Orçamento (SINAPI) orcamento
Planilha orçamentária a partir de itens (código SINAPI, unidade, quantidade), com preços manuais ou importados de uma planilha SINAPI, BDI e citação da base.
PRAD — Recuperação de Áreas Degradadas prad
Framework de consolidação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas: áreas, medidas e prazos são do responsável técnico; o Iansã organiza sem fabricar coeficiente.
Reservatórios de água reservatorios
Reserva predial (NBR 5626) e reservação por diagrama de Rippl (série mensal de oferta × demanda) — generaliza, para qualquer par oferta/demanda (açude, cisterna, detenção), o método já auditado da Água de chuva.
Energia solar solar
Dimensionamento do gerador fotovoltaico e viabilidade econômica (CAPEX, fluxo de caixa, payback, VPL, TIR), com a irradiação vinda do Clima do Iansã.
Terraceamento (Conservação de Solo) terraceamento
Espaçamento vertical/horizontal e número de terraços por declividade, erodibilidade do solo (K), uso da terra (u) e manejo (m) — equação de Bertoni estendida por Lombardi Neto et al.
Movimentação de terra terraplenagem
Volumes de corte e aterro pelo método das seções (average-end-area), com o balanço indicando bota-fora (excesso) ou empréstimo (falta).
Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto
1 módulo — Mapear: o que é MAPA: vetor, raster e mapa-imagemGeoprocessamento geoprocessamento
Sobre um vetor-alvo (Área) da Área de estudo: área/perímetro por classe (Imóvel/ADA/AID/AII), sobreposição/conflito com feições sensíveis (APP/UC/TI/RL importadas por você) e distância mínima. Opcionalmente consulta desmatamento no entorno (PRODES/DETER, INPE/TerraBrasilis).
Cada ferramenta, seu resultado
Até a versão 2.1, revisar e gerar era uma etapa numerada e separada, com um resumo de lote antes de rodar. Hoje não há lote: o resultado aparece na própria página da ferramenta, assim que você clica em Obter, Elaborar ou Dimensionar.
Cada ferramenta gera o próprio resultado ao clicar em Obter,
Elaborar ou Dimensionar (o verbo muda com a natureza da
página) — não há lote único nem fila entre etapas. O documento sai em par:
o PDF para arquivar e o DOCX editável ao lado, com o mesmo
conteúdo, para você ajustar a redação antes de protocolar. Além dele e das tabelas (XLSX,
CSV), a exportação para SIG inclui o GeoPackage, o
Shapefile (.zip) e o
GeoTIFF, no EPSG que você escolheu para aquele vetor no momento da
importação (veja EPSG por vetor).
Para juntar várias execuções num Caderno técnico só, abra a lista de análises
recentes no Início, marque quais quer incluir e clique em "Juntar num
caderno" — o mesmo agrupador ROSTO→
A identidade visual dos produtos — o tema de cores dos gráficos e do relatório (Iansã, neutro cinza ou azul técnico) e o logotipo — não é mais escolhida aqui: mora em ⚙ Ajustes, no cartão "Aparência dos produtos", com uma prévia de exemplo antes de gerar. Nesta versão da interface não há um controle próprio para os limiares dos indicadores (dia chuvoso, geada, CAD, Kc e outros): eles usam os valores padrão do método, os mesmos que a Metodologia científica declara.
No Teste Gratuito, o tema e o logotipo ficam bloqueados: os produtos saem com o logotipo padrão e a marca "versão de avaliação".
Cada execução cria uma pasta datada própria, dentro da pasta do empreendimento — assim o material de um mesmo trabalho fica junto, em vez de virar N pastas irmãs com nome de relógio na raiz. Dentro dela ficam todos os formatos daquele produto e um LEIAME.txt que descreve, linha a linha, o que foi gerado; a pasta SIG reúne num só lugar o GeoPackage, o Shapefile (.zip) e o GeoTIFF, pronta para importar no QGIS/ArcGIS. A pasta de saída fica memorizada para a próxima vez (troque-a em ⚙ Ajustes). Toda execução fica visível depois em análises recentes, no Início — os botões "Abrir pasta" e "Abrir caderno" reabrem o que já foi gerado, e "Rodar de novo" repete a mesma análise, com os mesmos dados; para mudar a entrada, reabra a ferramenta pela grade e gere de novo.
⚙ Ajustes
Até a versão 2.1, isto se chamava "Aparência" e era uma etapa numerada do fluxo; hoje é Ajustes, o último item da barra de navegação — acessível a qualquer momento, sem interromper o que você está fazendo.
- Pasta de saída — onde o Iansã grava tudo o que você gera; o botão "Escolher pasta…" define o caminho, memorizado para a próxima vez. Sem uma pasta escolhida, nenhuma ferramenta consegue gerar.
- Responsável técnico — nome, título profissional e registro no conselho (CREA, CRBio, CRQ…) de quem assina os documentos. Preenchido uma vez, vale para tudo o que você gerar depois; nada é obrigatório, e campo vazio simplesmente não aparece no documento.
- Atualizações — versão instalada, o botão "Verificar agora" e, quando há versão nova, os botões para baixar e para instalar (a instalação fecha o Iansã).
- Tema do aplicativo — aparência da própria janela do Iansã: Claro ou Escuro, com a mesma paleta ambiental. Vale a partir da próxima vez que você abrir o programa — não muda a aparência dos laudos (isso é "Aparência dos produtos", logo abaixo).
- Acessibilidade — escala da interface (90% a 150%) para baixa visão, aplicada na hora e salva para a próxima vez.
- Relatórios de erro — ligar/desligar o envio automático de dados técnicos (versão, sistema e o detalhe do erro) quando algo falha; nunca inclui seus arquivos, dados meteorológicos, login ou senha. Você já respondeu isso na primeira execução; pode mudar de ideia aqui quando quiser.
- Aparência dos produtos — o tema de cores dos gráficos e mapas dos laudos que você gera (Iansã, neutro cinza ou azul técnico) e a caixa para incluir o logotipo, com uma prévia de exemplo antes de gerar. No Teste Gratuito ficam bloqueados: os produtos saem com o logotipo padrão e a marca "versão de avaliação".
- Sua licença — plano, validade e nº de computadores da licença ativa.
- Sugestões — comentário livre, direto para quem desenvolve o Iansã.
Perguntas frequentes
Por que usar o Iansã se eu posso usar IA?
IA genérica gera texto; o Iansã produz evidência técnica. Um laudo precisa de dado oficial rastreável, conta auditável, norma na edição vigente e formato de entrega — e um chat não garante nenhum dos quatro.
- Dados oficiais ao vivo, com procedência — o Iansã consulta INMET, IBGE, CPRM/GeoSGB, ANA e fontes estaduais na hora, e cada número sai com fonte, data e escala declaradas no próprio produto. IA não acessa essas bases em tempo real — e, quando não sabe, inventa com fluência.
- Cálculo determinístico e auditável — fórmulas publicadas (FAO-56, Streeter-Phelps, USLE, Ross, Weibull…), validadas contra exemplos das próprias referências — veja a Metodologia —, com memória de cálculo que o responsável técnico confere linha a linha. A mesma entrada produz sempre o mesmo resultado.
- Anti-fabricação por desenho — "sem dado" sai como "sem dado"; valor interpolado sai rotulado "estimado", com a confiança declarada. A falha típica da IA — preencher a lacuna com um número plausível — é exatamente o risco jurídico de um documento assinado.
- Normas na edição vigente — cada citação com a situação verificada (ex.: NBR 10004-1/-2:2024).
- Produtos prontos para o processo — caderno técnico estruturado, XLSX que abre direto no Excel, GeoPackage para o SIG do órgão — tudo calculado sobre os seus próprios vetores (KML/Shapefile), com geometria real.
- Defensabilidade — "foi a IA que disse" não se sustenta no órgão; "dado do INMET de tal data, fórmula tal, memória de cálculo anexa" se sustenta.
Não é Iansã ou IA: a IA ajuda a redigir e revisar; o Iansã fornece os números, os mapas e os produtos verificáveis que ela não tem como garantir.
Não recebi a chave de licença por e-mail. E agora?
Confira a caixa de spam/lixo eletrônico primeiro. Se não estiver lá, use o formulário de reenvio na página inicial (informando o e-mail usado na compra) ou escreva para eng.phcg@gmail.com.
Posso usar a licença em mais de um computador?
Cada licença permite 1 computador por profissional contratado: 1 no plano Teste, 1 no Pontual e 1 no Individual; 2 no Empresarial; 3 no Empresarial Plus. Para trocar de máquina ou liberar um computador antigo, escreva para eng.phcg@gmail.com informando o e-mail da compra.
O Iansã funciona sem internet?
O processamento dos dados (cálculos, gráficos, relatórios) é todo local. A internet só é necessária para verificar a licença periodicamente e para os recursos online opcionais (buscar estação do INMET, ponto NASA Power, altitude automática, contexto GIS e as fontes oficiais consumidas pelos módulos de Caracterização).
Como funciona o reembolso?
Você pode solicitar reembolso em até 7 dias da compra, escrevendo para eng.phcg@gmail.com com o e-mail e o número da transação. Veja os detalhes completos na Política de Reembolso.
Como cancelo uma assinatura recorrente?
Escreva para eng.phcg@gmail.com informando o e-mail da compra. As cobranças seguintes são interrompidas e o acesso permanece até o fim do ciclo já pago.
De onde vêm os dados usados pelos módulos?
Os dados climáticos podem ser seus (planilha/CSV) ou buscados direto de fontes públicas integradas ao Iansã: estações automáticas do INMET e o ponto virtual da NASA Power — veja Estações e dados climáticos e o porquê da hierarquia entre elas em Medido × reanálise. Os módulos que leem bases geoespaciais oficiais (Localização e Enquadramento, Áreas Legalmente Protegidas, Hidrografia, Vegetação, Uso do Solo, Pedologia, Socioeconomia, Patrimônio, Geoprocessamento) consultam essas bases (IBGE, FUNAI, CNUC/MMA, DATASUS, SRTM, e em MS o PIN-MS/IMASUL); os demais módulos calculam a partir do que você informa, sempre com a norma ou o método citado.
Suporte
Em caso de dúvida, use o canal de suporte do aplicativo: descreva o problema e a mensagem é enviada à equipe. Este manual também fica disponível a qualquer momento, pelo próprio app ou em /manual. Se o aplicativo não abrir ou você não tiver acesso a ele no momento, escreva diretamente para eng.phcg@gmail.com.
Metodologia científica
O que o Iansã calcula e como — em linguagem acessível e com as fórmulas e normas de referência. Esta seção detalha o domínio Clima (e a Topografia e Relevo); os demais 41 módulos têm o método e as normas resumidos em cada cartão de módulo, acima. Nas fórmulas abaixo, POI é o termo técnico do motor de interpolação para qualquer ponto sendo estimado por proximidade das estações — na prática, um vetor Ponto da Área de estudo, o ponto representativo interno de uma Área, ou uma estação sem série própria. Cada indicador declara sua aplicabilidade a esses pontos: ✅ estimável (campo espacialmente suave), 🟡 estimável com ressalva, ou ❌ só estação. As agregações usam o calendário real e apenas observações válidas — dados ausentes são ignorados; sequências no calendário são interrompidas por lacunas.
Rosa dos ventos
OMM/INMETA rosa mostra de onde o vento sopra e com que frequência e intensidade: 16 setores de 22,5° (Norte no topo, sentido horário), na convenção meteorológica (a direção indica de onde o vento vem); classes de velocidade empilhadas (0–2, 2–4, 4–6, 6–9 e ≥ 9 m/s); e a calmaria (< 0,5 m/s) separada, com seu percentual à parte.
Cada estação e cada ponto geram a sua própria rosa.
Estatística de direção (circular)
Direção é uma grandeza circular: 350° e 10° distam 20°, não 340°. A média aritmética de ângulos é inválida (a média de 350° e 10° daria 180°, Sul, quando o certo é 0°, Norte). O Iansã usa a média vetorial:
- Direção predominante — o setor (de 16) mais frequente; o que se cita em laudo ("ventos predominantes de NE").
- Consistência direcional (0 a 1) — comprimento do vetor resultante médio: perto de 1, os ventos vêm quase sempre da mesma direção; perto de 0, são dispersos.
Interpolação para pontos e reanálise
Shepard (IDW) HaversinePara estimar o clima num ponto sem estação própria, o Iansã usa o Inverso da Distância Ponderada (IDW): estações mais próximas pesam mais.
Como o vento é um vetor, a interpolação não é feita sobre os ângulos: cada observação vira componentes u (leste–oeste) e v (norte–sul), que se interpolam separadamente e são reconvertidos em direção e velocidade. A temperatura é corrigida pela diferença de altitude entre o ponto e as estações (gradiente térmico de ~6,5 °C/km). As distâncias usam a fórmula de Haversine (esfera de raio 6.371 km). A cada instante, só entram as estações com dado válido, e os pesos são renormalizados.
Reforço por reanálise (opcional, com consentimento): quando ligado, num ponto além de ~50 km da estação mais próxima o Iansã usa a série da NASA Power no local em vez do IDW; e pode preencher lacunas de séries medidas com a reanálise. Com o projeto sem nenhuma estação, o reforço permite analisar um ponto 100% por reanálise (o período vem do Período de Análise; em branco, os últimos 10 anos completos). Nada disso ocorre sem você ativar, e as saídas afetadas são rotuladas como reanálise.
Medido × reanálise: por que a estação vem primeiro
INMET / OMM NASA POWER (MERRA-2)Se a NASA Power cobre o Brasil inteiro, por que o Iansã prioriza estações próximas? Porque a estação mede e a reanálise estima — e, num laudo, essa diferença é decisiva. A estação do INMET é um instrumento físico observando a atmosfera naquele ponto, sob padrão OMM, operado pelo órgão meteorológico oficial do país. A NASA Power é uma reanálise (modelo MERRA-2 + satélites): um modelo físico global, sem lacunas, cujo valor para um ponto é a média modelada de uma célula de ~50 km (~2.500 km²) — não existe medição ali.
Onde o dado medido é insubstituível:
- Extremos e chuva intensa. Chuva convectiva é localizada; numa célula de 50 km ela vira média espacial achatada — um evento real de 90 mm/dia pode aparecer como 40 mm diluídos. Como laudos vivem de extremos (máxima diária, período de retorno, IDF, pico de intensidade horária), esses produtos são só-estação no Iansã.
- Vento. O vento da reanálise é calculado sobre o relevo do modelo, suavizado; o vento real é dominado pelo terreno local. Potencial eólico e dispersão atmosférica exigem dado medido.
- Peso probatório. "Dado medido pela rede oficial, com auditoria de completude" tem um estatuto em perícia que uma estimativa de modelo não tem. A própria NASA enquadra a POWER como complemento para onde não há observação.
Onde a reanálise ganha (e o Iansã a usa por escolha):
- Longe de estação. A 150+ km, interpolar a medição é extrapolação frágil — um modelo alimentado por satélite representa melhor a região. Daí o limiar de ~50 km do reforço e a análise de ponto sem estação.
- Série longa e homogênea. 1981–hoje sem lacuna nem troca de sensor — requisito da climatologia de 30+ anos que a rede automática do INMET (anos 2000 em diante) não atende. Por isso a comparação com a normal e o SPI usam NASA Power, com a fonte declarada no produto.
- Radiação. A estimativa por satélite é consistentemente boa — muitas vezes melhor que um piranômetro mal mantido.
Em resumo: a estação responde "o que aconteceu neste ponto"; a reanálise responde "como é o clima típico desta região". O Iansã usa dado medido como fonte primária sempre que existe por perto, estimativa (IDW ou reanálise) quando não existe, e declara a fonte, o método e a confiança em cada saída — nunca combinando fontes sem o seu consentimento. E porque estação também falha (lacunas, sensores parados), o app verifica em vez de presumir: a sonda de completude mostra, já na escolha das estações de referência, o % de horas com dado no último ano completo, e o produto Qualidade dos dados audita a série inteira pelo critério da OMM (OMM-N.º 1203). Confiabilidade não é um atributo da fonte — é algo que se verifica e se declara, série a série.
Indicadores de chuva
OMM/WMO ETCCDI Fournier / Lombardi NetoA partir da série horária, resumida em totais diários:
- Dias com chuva (≥ 1 mm, configurável) e dias secos; total e máximo diário.
- SDII — intensidade média nos dias chuvosos = chuva total ÷ nº de dias com chuva.
- Veranico (CDD) e sequência úmida (CWD) — maiores sequências de dias secos/chuvosos.
- R10/R20/R50 — nº de dias com chuva ≥ 10/20/50 mm (limiares configuráveis).
- R95pTOT/R99pTOT — total de chuva (mm) nos dias muito úmidos (acima do percentil 95/99 dos dias chuvosos).
- Intensidade horária — pico (mm/h) e distribuição por classe (fraca/moderada/forte/torrencial): horas e volume por classe. O pico é só estação (chuva convectiva é local demais para interpolar).
- Erosividade R — estimativa pelo Índice de Fournier Modificado (Lombardi Neto & Moldenhauer): EImês = 68,73·(p²/P)0,841; R = Σ EI. Só para anos completos (12 meses). Só estação.
Nos pontos sem estação, totais e contagens são 🟡 (com ressalva) — a precipitação é a variável menos confiável na interpolação.
Temperatura e agronomia ✅ ponto
ETCCDI Graus-dia (McMaster & Wilhelm)Das temperaturas máxima e mínima diárias (derivadas do horário):
- Extremos absolutos, amplitude térmica média; dias quentes/frios e noites quentes (tropicais)/frias, por limiares configuráveis.
- Risco de geada — dias com Tmín ≤ limiar (padrão 3 °C).
- Graus-dia de crescimento (GDD) — acúmulo térmico agronômico acima de uma temperatura-base (Tbase configurável):
Temperatura interpola bem (campo suave) e leva correção por altitude, por isso é ✅ nos pontos sem estação.
Água e evapotranspiração (ETo)
FAO-56 (Allen et al., 1998) Penman-Monteith Hargreaves-SamaniA evapotranspiração de referência (ETo) — demanda hídrica atmosférica de uma grama de referência — é calculada por Penman-Monteith FAO-56 quando há umidade, vento e radiação; senão por Hargreaves-Samani (Tmáx/Tmín + radiação extraterrestre). A pressão vem da altitude; o vento de 10 m é reduzido para 2 m.
Δ = declividade da curva de vapor; Rn = radiação líquida; γ = constante psicrométrica; u₂ = vento a 2 m; (es − ea) = déficit de vapor. A radiação extraterrestre e a de céu claro seguem a geometria solar do FAO-56 (latitude e dia-do-ano). Também:
- Balanço hídrico climatológico — P − ETo mensal, com déficit e excedente acumulados (sem armazenamento no solo: indica tendência, não a CAD).
- Dias de UR baixa — umidade mínima diária ≤ limiar, com as faixas do INMET (≤ 20% alerta, ≤ 12% emergência).
ETo é ✅ nos pontos sem estação (campo suave); o balanço hídrico é 🟡 (limitado pela chuva estimada).
Irrigação e balanço hídrico do solo 🟡 ponto
Thornthwaite-Mather (1955) FAO-56 (ETc = Kc·ETo) USDA-SCSBalanço hídrico sequencial diário do solo (Thornthwaite-Mather), equivalente ao SISDAGRO calculado localmente. A partir da chuva, da ETo e da capacidade de água disponível (CAD) do solo, acompanha dia a dia o armazenamento (ARM), a evapotranspiração real (ETR), o déficit e o excedente — conservando a massa:
E a necessidade de irrigação por cultura:
- ETc = Kc · ETo — evapotranspiração da cultura (coeficiente Kc mensal configurável).
- Precipitação efetiva (Pe) pelo método USDA-SCS.
- Necessidade líquida de irrigação: NLI = máx(0, ETc − Pe); lâmina bruta = NLI ÷ eficiência do sistema.
CAD, Kc e eficiência usam os valores padrão do método nesta versão da interface — não há tela para ajustá-los. O balanço depende da chuva, que é 🟡 nos pontos sem estação; a ETo é ✅.
Sol e radiação 🟡 ponto
FAO-56 Angström-PrescottDa radiação global medida (ou de reanálise) e da geometria solar:
- Índice de claridade Kt = radiação global medida ÷ radiação extraterrestre. Dias de sol / parcialmente nublados / nublados por limiares de Kt (configuráveis).
- Irradiação global média e total (kWh/m²).
- Insolação estimada (horas de brilho solar) por Angström-Prescott invertido:
A insolação é uma estimativa a partir de Kt (a estação automática não mede horas de brilho solar diretamente).
Vento e potencial eólico
Weibull (Justus) NREL BeaufortDescritivos (estação e ponto, com ressalva): dias de calmaria e de vento forte, rajada máxima e velocidade média. Potencial eólico (só estação, pois a escolha do local de instalação depende do terreno):
- Distribuição de Weibull ajustada pelo método dos momentos (Justus): fator de forma k = (σ/v̄)−1,086 e de escala c = v̄ / Γ(1 + 1/k).
- Densidade de potência = ½·ρ·média(v³) (W/m²), com a classe de potencial (NREL).
- Fator de capacidade estimado de uma turbina de referência, com o vento extrapolado de 10 m para a altura de cubo por lei de potência.
Estimativa: o vento medido a 10 m é extrapolado; a avaliação real de um sítio exige medição no local e na altura do rotor.
Risco de incêndio (FMA+) 🟡 ponto
Fórmula de Monte Alegre — Soares (1972) FMA+ — Nunes, Soares & Batista (2006)Índice cumulativo de perigo de incêndio, a partir da umidade relativa mínima diária (H), do vento (v) e da chuva:
A chuva do dia reduz o índice acumulado (≤ 2,4 mm: nada; 2,5–4,9: ×0,7; 5–9,9: ×0,4; 10–12,9: ×0,2; > 12,9 mm: zera). As classes de perigo vão de Nulo (≤ 3) a Muito Alto (> 24). Sem vento, cai no FMA original.
Adaptação: usa a UR mínima diária (pico de perigo, ~13h) e o vento médio diário a 10 m.
Conforto térmico ✅ ponto
Heat Index — NOAA/Rothfusz Wind Chill — JAG/TIÍndice de calor (sensação de calor, para T e umidade altas — NOAA) e sensação de frio (wind chill, para frio com vento), com os dias de desconforto por calor (cautela extrema ≥ 32 °C; perigo ≥ 41 °C). Cada índice é válido na sua faixa (calor: T ≳ 27 °C e UR ≥ 40%; frio: T ≤ 10 °C e vento ≥ 4,8 km/h).
Caracterização climatológica 🟡 ponto
Köppen-Geiger — Kottek et al. (2006) De Martonne (1926)Climograma (barras de chuva mensal + linha de temperatura) e as médias mensais do período, com os meses mais quente/frio e mais chuvoso/seco. A partir dessas médias, duas classificações consagradas para abrir um laudo:
- Classificação de Köppen-Geiger — o tipo climático (ex.: Aw, tropical com estação seca de inverno; Cfa, subtropical úmido sem estação seca), pelos critérios de Kottek et al. (2006) sobre a temperatura e a sazonalidade da chuva.
- Índice de aridez de De Martonne — grau de umidade/aridez do clima:
Ressalva: normais climatológicas oficiais exigem série de 30 anos; com séries curtas, isto caracteriza o período, não a normal. Köppen e De Martonne exigem os 12 meses com dado. Nos pontos sem estação, os dois dependem da chuva interpolada — a variável menos confiável na estimativa — por isso são 🟡 (com ressalva), não ✅.
Balanço hídrico climatológico 🟡 ponto
Thornthwaite-Mather (1955) FAO-56 (ETo)Produto do módulo Clima (grupo Classificação climática): o balanço hídrico sequencial de Thornthwaite-Mather, agregado por mês — precipitação, ETo (Penman-Monteith/Hargreaves FAO-56), armazenamento no solo (ARM), evapotranspiração real (ETR) e déficit/excedente hídrico mensal, conservando a massa:
A capacidade de água disponível (CAD) do solo usa o valor padrão do método (não há tela para ajustá-lo nesta versão) — a mesma constante usada no balanço diário de Irrigação, aqui sem coeficiente de cultura (Kc) nem necessidade de irrigação: é a leitura climatológica do regime hídrico do local, mês a mês. Exige ao menos ~12 meses com dado para caracterizar o ciclo anual.
Disponível para pontos sem estação, rotulado estimado — a chuva é a variável menos confiável na interpolação.
Zoneamento agroclimático (aptidão de culturas) 🟡 ponto
FAO-33 (Doorenbos & Kassam, 1979) Embrapa Calendário CONAB Köppen / De MartonneProduto do módulo Clima para soja e milho: uma triagem indicativa de aptidão (apto / marginal / inapto), combinando quatro critérios sobre o clima do local — a pior classe entre eles decide o resultado:
- Déficit hídrico na janela de safra da cultura, pela equação de resposta da produtividade à água da FAO-33 (Doorenbos & Kassam, 1979): perda estimada = Ky · (1 − ETa/ETm).
- Faixa térmica ótima de desenvolvimento (Embrapa).
- Estação de cultivo confrontada com o período seco de Köppen do local.
- Aridez de De Martonne — o mesmo índice da caracterização climatológica.
As bandas de risco (perda estimada ≤ 20% = apto; 20–40% = marginal; > 40% = inapto) seguem a mesma convenção do ZARC/MAPA. As janelas de plantio/colheita citam o Calendário de Plantio e Colheita de Grãos da CONAB.
É uma triagem determinística — não substitui o Zoneamento Agrícola de Risco Climático oficial (Portaria MAPA/Embrapa), que usa série diária, tipo de solo e cultivar do município. Disponível para pontos sem estação, rotulado estimado.
Frequência, extremos e curvas IDF (chuva) ❌ só estação
Gumbel Weibull Mann-Kendall / Sen Desagregação CETESB/DAEECaracterização probabilística da chuva para planejamento — não é previsão de um ano específico, e sim valor esperado, incerteza e período de retorno. A partir das máximas anuais de chuva:
- Período de retorno (distribuição de Gumbel) — a chuva máxima esperada para T anos (2, 5, 10, 25, 50, 100):
- Frequência empírica pela posição de plotagem de Weibull: T = (n + 1) ÷ posto.
- Tendência histórica — teste não-paramétrico de Mann-Kendall + declividade de Sen (chuva crescente, decrescente ou sem tendência significativa).
- Eventos de chuva intensa — separados por um tempo seco mínimo entre eventos (MIT): lâmina, duração, intensidade de pico e máxima acumulada de 5 dias.
- Curvas IDF (Intensidade-Duração-Frequência) — tabela e gráfico pelo método da desagregação de chuvas (coeficientes CETESB/DAEE, padrão na hidrologia brasileira), com a equação ajustada:
A IDF a partir do dado horário do INMET usa a desagregação da máxima diária (declarada como tal) — não é IDF de pluviógrafo. Todos os métodos são citáveis em laudo (Gumbel, Weibull, Mann-Kendall/Sen, desagregação CETESB). Análise só de estação.
Topografia e relevo (MDE)
SRTM público Horn (1981) EmbrapaMódulo Topografia e Relevo, do grupo Caracterização: caracteriza o relevo da área de estudo a partir de um modelo digital de elevação (MDE) SRTM público (~30 m, via OpenTopoData/Open-Elevation), buscado em grade sobre a área. Exige uma Área selecionada na Área de estudo — não interpola em ponto isolado.
- Hipsometria — cota mínima, máxima e média, e a distribuição por faixas altimétricas.
- Declividade — pelo método de Horn (1981), com as classes de relevo da Embrapa e a distribuição por classe.
- Aspecto (orientação de vertentes) — também por Horn (1981), na convenção ArcGIS/GDAL, em 8 setores (N, NE, E, SE, S, SO, O, NO) mais "plano" (sem vertente definida).
Resolução ~30 m — pode ficar mais grosseira em áreas grandes pelo teto de amostragem do servidor. É indicativo: confira com levantamento topográfico local quando exigido. Célula sem dado (void) nunca vira 0 — entra como "sem dado" nas estatísticas.
Resumo estatístico
Para cada variável (exceto direção, que é circular), o resumo traz contagem de observações válidas (mínimo 3), média e desvio-padrão amostral (divisor n−1), mínimo e máximo, e os percentis p5/p50/p95 para vento e temperatura.
Validação: conferência contra o FAO-56
Os blocos físicos da evapotranspiração são reproduzidos pelo motor do Iansã e conferem dígito a dígito com os valores publicados em Allen et al. (1998) — evidência de que a cadeia da ETo (Penman-Monteith) está implementada exatamente como a norma internacional.
| Grandeza física | Iansã | FAO-56 | ✓ |
|---|---|---|---|
| Pressão de saturação es(24,5 °C) | 3,075 kPa | 3,075 | ✓ |
| Declividade da curva Δ(30 °C) | 0,2434 | 0,2434 | ✓ |
| Pressão atmosférica a 1800 m | 81,8 kPa | 81,8 | ✓ |
| Radiação extraterrestre Ra (−20°S, 3 set) | 32,2 | 32,2 | ✓ |
| Duração astronômica do dia N | 11,7 h | 11,7 | ✓ |
| Redução do vento 10 m → 2 m | 0,748 | 0,748 | ✓ |
Verificação numérica independente, além de mais de 100 testes automatizados do núcleo científico (dentro de mais de 19.000 no total), executados a cada alteração. O balanço hídrico de Thornthwaite-Mather fecha a conservação de massa (P = ETR + EXC + ΔARM) na precisão de máquina, e as intensidades IDF caem monotonicamente com a duração.
Referências
Bibliografia dos métodos implementados — citável diretamente em laudo.
- Allen, R.G.; Pereira, L.S.; Raes, D.; Smith, M. (1998). Crop evapotranspiration — Guidelines for computing crop water requirements. FAO Irrigation and Drainage Paper 56. FAO, Roma.
- Hargreaves, G.H.; Samani, Z.A. (1985). Reference crop evapotranspiration from temperature. Applied Engineering in Agriculture, 1(2).
- Thornthwaite, C.W.; Mather, J.R. (1955). The water balance. Publications in Climatology, 8(1).
- Doorenbos, J.; Kassam, A.H. (1979). Yield response to water. FAO Irrigation and Drainage Paper Nº 33. FAO, Roma.
- Horn, B.K.P. (1981). Hill shading and the reflectance map. Proceedings of the IEEE, 69(1).
- Justus, C.G.; Hargraves, W.R.; Mikhail, A.; Graber, D. (1978). Methods for estimating wind speed frequency distributions. Journal of Applied Meteorology, 17.
- Soares, R.V. (1972). Índices de perigo de incêndio (Fórmula de Monte Alegre). Floresta, 3(3). · Nunes, J.R.S.; Soares, R.V.; Batista, A.C. (2006). FMA+ — um novo índice de perigo. Floresta, 36(1).
- Rothfusz, L.P. (1990). The Heat Index equation. NWS Technical Attachment SR 90-23, NOAA.
- Environment Canada — JAG/TI (2001). Wind Chill Temperature Index.
- Kottek, M.; Grieser, J.; Beck, C.; Rudolf, B.; Rubel, F. (2006). World Map of the Köppen-Geiger climate classification updated. Meteorologische Zeitschrift, 15(3). · Peel, M.C.; Finlayson, B.L.; McMahon, T.A. (2007). HESS, 11.
- De Martonne, E. (1926). Aréisme et indice d'aridité. Comptes Rendus de l'Académie des Sciences, 182.
- Lombardi Neto, F.; Moldenhauer, W.C. (1992). Erosividade da chuva em Campinas (SP). Bragantia, 51(2). · Índice de Fournier Modificado.
- CETESB (1979) / DAEE-SP. Método da desagregação de chuvas para curvas IDF.
- Gumbel, E.J. (1958). Statistics of Extremes. Columbia University Press. · Mann (1945); Kendall (1975); Sen (1968).
- Karl, T.R.; Nicholls, N.; Ghazi, A. (1999). Índices de extremos climáticos ETCCDI/CLIVAR. · OMM/WMO. · USDA-SCS (1970) — precipitação efetiva.
- Wischmeier, W.H.; Smith, D.D. (1978). Predicting rainfall erosion losses — a guide to conservation planning. USDA Agricultural Handbook 537.
- Bertoni, J.; Lombardi Neto, F. Conservação do solo. Piracicaba: Livroceres, 1985 (equação-base, 1959) · Lombardi Neto, F. et al. (1994). Terraceamento agrícola. CATI, Boletim Técnico 206.
- Ross, J.L.S. (1994). Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. Revista do Departamento de Geografia, USP, 8.
- Magurran, A.E. (2004). Measuring Biological Diversity. Blackwell. · Mueller-Dombois, D.; Ellenberg, H. (1974). Aims and Methods of Vegetation Ecology. Wiley.
- Kuichling, E. (1889). The relation between the rainfall and the discharge of sewers in populous districts. Trans. ASCE, 20. · Kirpich, Z.P. (1940). Time of concentration of small agricultural watersheds. Civil Engineering, 10.
- IPCC (2014). Fifth Assessment Report (AR5) — Global Warming Potentials.
Formatos de saída
- PDF — o documento fechado para arquivar, imprimir e anexar ao processo — os laudos, minutas e planos das ferramentas das três portas, as memórias de cálculo e os cadernos técnicos por grupo.
- DOCX (Word) editável — o gêmeo editável do mesmo documento, gerado junto com o PDF e com o mesmo texto e as mesmas tabelas. É por onde o responsável técnico ajusta a redação, insere o que só ele sabe do empreendimento e protocola no órgão sem reescrever o laudo. Abre no Word, no LibreOffice e no Google Docs; vale para as ferramentas e para os cadernos por grupo — e são os cadernos que trazem as figuras embutidas; no laudo avulso elas vêm em PNG ao lado.
- PNG — as figuras — gráficos, croqui de localização, perfil topográfico, mapa hipsométrico, rosas dos ventos e esquemas de projeto —, em arquivo próprio, para colar no estudo, na apresentação ou no e-mail. As mesmas figuras entram nos cadernos por grupo.
- XLSX — a tabela de resultados de cada ferramenta, pré-marcada por padrão (abre direto no Excel/LibreOffice); é o formato padrão de tabela na maioria dos módulos das três portas, inclusive a tabela de indicadores consolidada do Clima.
- CSV — a mesma tabela em texto simples, desmarcada por padrão, para quem for processar os dados em outro programa; as séries e o resumo estatístico do Clima, com a origem (medido/estimado) de cada série, saem só em CSV.
- GeoPackage (.gpkg) — as camadas consultadas na Caracterização/Solo (bioma, uso do solo, UCs, TIs, hidrografia, pedologia…) e as estações/pontos da Área de estudo, para abrir em QGIS/ArcGIS, com fonte e data em cada feição.
- Shapefile (.zip) — as MESMAS camadas do GeoPackage, no formato que ainda é exigido por muitos órgãos — um .zip por camada, com os arquivos que o shapefile precisa (.shp, .shx, .dbf, .prj) dentro.
- GeoTIFF — a rosa dos ventos georreferenciada sobre a estação/ponto, no sistema de coordenadas (EPSG) escolhido para aquele vetor na importação — presets WGS84/SIRGAS 2000/UTM Brasil, padrão 4326 WGS84, o do GPS. Abre em QGIS, ArcGIS, Google Earth.
- AERMET ONSITE — a série meteorológica no formato de entrada do pré-processador AERMET — o par arquivo de dados (.dat) e arquivo de controle (.txt) —, para modelagem de dispersão atmosférica em outro software, complementar ao módulo Dispersão Atmosférica.
Fontes de dados de terceiros e redistribuição (GeoPackage):
além da área de estudo informada por você, o .gpkg pode conter
camadas de geodado público de órgãos oficiais — reproduzidas tal como
publicadas, com o campo "fonte" e a data de consulta em cada feição:
FUNAI (Terras Indígenas), CNUC/Ministério do Meio
Ambiente e Mudança do Clima (Unidades de Conservação),
IBGE (Vegetação, Uso e Cobertura do Solo e Territórios
Quilombolas — Censo 2022, delimitação de origem INCRA;
Base Cartográfica Contínua (BC250) — hidrografia nacional,
trechos de drenagem e massas d'água) e
Governo de Mato Grosso do Sul/IMASUL (PIN-MS) (Hidrografia
estadual). O Iansã não altera o conteúdo semântico destes dados — apenas
recorta pela área consultada, reprojeta quando solicitado e converte o
formato de arquivo. O uso (inclusive comercial) e a redistribuição de cada
camada seguem os termos publicados pelo respectivo órgão de origem: cite
sempre a fonte e confira as restrições de redistribuição antes de
redistribuir o GeoPackage separadamente do laudo — você é responsável por
essa verificação.
Licença e ativação
Após a compra, você recebe por e-mail uma chave de licença. Ao abrir o Iansã, informe a chave para ativar — sem login nem conexão constante. Cada licença vale para um número definido de computadores. Não recebeu a chave? Use o bloco de reenvio de licença na página inicial, com o e-mail e o ID da transação.
Iansã — Análises Ambientais · Desenvolvido por Pedro Henrique Carvalho Gonçalves · "Ventos que trazem mudanças." Fontes: INMET, NASA Power, SRTM, IBGE, FUNAI, CNUC/MMA, DATASUS, SINAPI (Caixa/IBGE), ANA, IMASUL/PIN-MS. Referências: OMM/WMO, ETCCDI, FAO-56/FAO-33 (Allen et al., 1998; Doorenbos & Kassam), Thornthwaite-Mather, Soares/FMA, NOAA, NREL, Kottek/Köppen, De Martonne, Gumbel, Mann-Kendall/Sen, CETESB/DAEE, Wischmeier & Smith (USLE), Lombardi Neto/Bertoni (terraceamento), Horn, Ross (fragilidade), Magurran/Mueller-Dombois & Ellenberg (fauna/flora), Kuichling/Kirpich (drenagem), IPCC AR5.